terça-feira, 22 de novembro de 2016

 À PF, Cabral não se recorda de jóias nem de quem fez reformas em sua casa

Foto: Givaldo Barbosa
Ex-governador Sérgio Cabral (PMDB)
Ao mesmo tempo em que relatou sua “indignação” com as “mentiras” dos delatores que afirmaram terem pago propinas a ele e seus aliados referentes às grandes obras do governo do Rio, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) não soube explicar à Polícia Federal, ou afirmou não se recordar, sobre detalhes envolvendo sua própria residência e despesas de sua família e sua esposa, incluindo jóias e obras de arte. Em seu depoimento prestado aos investigadores no dia 17, por exemplo, o peemedebista relatou que, no final de 2010, teve que sair do imóvel em que morava “devido a necessidade de obra” e foi morar em um imóvel emprestado por Guilherme Paes. Questionado, porém, sobre quem teria contratado a obra e comprado o mobiliário para sua residência, ele disse que “não se recorda”. A PF, então, questionou a ele por que as notas fiscais da obra e dos móveis estavam em nome de Sônia Baptista, ele reiterou que “não se recorda”. Sônia foi assessora de Cabral quando ele era senador e também foi sócia do ex-secretário de Cabral no governo do Rio, Carlos Miranda, preso na Calicute. Investigada, Sônia foi alvo de um mandado de condução coercitiva, quando a pessoa é levada pela PF para depor, na Operação. Os investigadores indagaram ainda se Sônia ajuda a atual governanta de Cabral, identificada como Gilda, a pagar as “despesas do lar”, ao que o ex-governador respondeu: “possivelmente sim, não sabendo informar se há contraprestação financeira para Sônia”.
Estadão

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