quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Tigre inicia assinatura do acordo coletivo. 78 funcionários já aderiram
Tigre inicia assinatura do acordo coletivo. 78 funcionários já aderiram
A empresa fabricante de tubos e conexões, Tigre, não recuou diante dos protestos e dá seguimento aos preparativos para o fechamento da unidade de Camaçari.  Na última sexta-feira (16), foi assinado o Acordo Coletivo de Trabalho entre a empresa e o Sindiquímica Bahia formalizando o encerramento da operação da planta de Camaçari.
Entre as medidas apresentadas pela empresa, ficou definido uma indenização adicional por ano trabalhado, extensão do plano de saúde e vale alimentação. Até o momento, 78 colaboradores já receberam orientação do Núcleo de Apoio ao Profissional (NAP), que auxilia na definição dos próximos passos de suas carreiras, com capacitação e qualificação técnica.
A decisão anunciada no final de novembro vai afetar diretamente 261 funcionários da empresa e mais 900 empregos indiretos. Alegando que precisa garantir a competitividade das operações da companhia no País, a Tigre informou que a operação da planta só será mantida até fevereiro de 2017.

Reações


O assunto foi levado à tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília, pelo deputado federal Luiz Caetano (PT). O deputado prometeu se mobilizar junto com o sindicato e trabalhadores em busca de uma solução que não prejudique os profissionais que prestam serviço a empresa. Caetano prometeu ainda entrar em contato com o Ministério do Trabalho, o SEBRAE Bahia e o SEBRAE Nacional para discutir a situação.

O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico (Sindiquímica), também iniciaram um ciclo de assembleias e atividades visando reverter a decisão ou estabelecer uma alternativa que não penalize os trabalhadores. Já foram realizados protestos e apresentada a proposta de criação de uma Cooperativa.

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