Indonésia adia execução de brasileiro e de outros nove condenados por tráfico
| Enquanto houver pendências na Justiça relacionadas a algum prisioneiro, ninguém será punido |
A execução do brasileiro Rodrigo Gularte, 42 anos, e de outros nove condenados à morte por tráfico de drogas na Indonésia, foi adiada. O adiamento se deve tanto aos recursos que alguns dos condenados à morte propuseram à Justiça indonésia, quanto à forte pressão internacional contra as condenações. Quando ocorrerem, as execuções serão simultâneas.
Por isso, enquanto houver pendências na Justiça relacionadas a algum prisioneiro, ninguém será punido. De acordo com o vice-presidente indonésio, as execuções, que estavam previstas para março, estão adiadas por "semanas e até meses".
Em janeiro, seis prisioneiros foram executados pelo governo indonésio, entre os quais o brasileiro Marco Acher Cardoso Moreira. 53 anos. Na lista de próximos executados, além de Rodrigo Gularte, estão três nigerianos, dois australianos, um cidadão francês, uma filipina, um ganense e um indonésio.
Em março, a Organização das Nações Unidas condenou as execuções promovidas pelo país. Entidades indonésias de direitos humanos e a Anistia Internacional também repudiram as condenações à morte por tráfico de drogas. Além disso, a Austrália, principal parceiro comercial indonésio, ameaçou retaliar o país vizinho caso seus dois cidadãos fossem fuzilados. Na Indonésia, há 133 pessoas no corredor da morte, dentre elas 57 por crimes relacionados às drogas e duas por terrorismo.
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