quarta-feira, 21 de outubro de 2015

‘Em breve estará encarcerado’, diz deputado que deteve manobras de Cunha


Sem papas na língua, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) disse que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, não tem ‘moral’ para subescrever o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Damous é autor do mandado de segurança impetrado no Supremo Tribunal Federal (STF), que deteve manobras do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para abrir processo de impedimento contra a presidente.
"É engraçado isso, a presidenta Dilma sendo julgada por um presidente da Câmara dos deputados que tem contas na Suíça, que mente na CPI e, em breve, estará encarcerado", critica o deputado Wadih, em entrevista à repórter Marina Vianna, que diz ainda que mais da metade dos deputados que subscreveram o pedido de impeachment da presidenta Dilma tem ou teve problemas com a Justiça. "Uma presidenta da República eleita por milhões de brasileiros pode vir a ser julgada por esse tipo de gente", lamenta.
Sobre o Tribunal de Contas da União (TCU), onde existe outra frente para cassar o mandato de Dilma, segundo o deputado, "o relator do processo recebeu propina de uma empresa", referindo-se ao ministro Augusto Nardes. Wadih diz ainda que o órgão "não tem nada de tribunal", composta por apaniguado políticos, e que julgam à revelia da técnica jurídica.
Por fim, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde corre ação de impugnação da chapa vencedora nas eleições presidenciais passadas, Wadih diz que o ministro Gilmar Mendes "não se comporta como juiz" e é "militante do PSDB".
Contudo, o deputado Wadih Damous, que já foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (AOB-RJ), diz que Dilma "saiu do canto do ringue", disposta a fazer a defesa do seu mandato. "Quando ela disse que 'moralistas sem moral não podem predominar no país', ela acertou".

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