quinta-feira, 8 de outubro de 2015

BRASIL Indígenas denunciam na Câmara violências que sofrem em Mato Grosso do Sul

“Nossas terras não são as reservas indígenas. Nós fomos expulsos da nossa terra. Estas reservas foram criadas pelo extinto Serviço de Proteção ao Índio, que não era serviço de proteção ao índio. Para nós, estas são áreas de confinamento mesmo, onde somos subjugados, onde não temos autonomia. Hoje convivemos com violência, intimidações, perseguições, assassinatos, comandados pelos latifundiários de Mato Grosso do Sul. Venho trazer esse choro, esse grito de socorro, nós não aguentamos mais”. A denúncia e o apelo foram feitos por Valdelice Veron, liderança indígena Guarani Kaiowá, ontem (7), na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, na audiência pública que discutiu os conflitos entre indígenas e proprietários de terras em Mato Grosso do Sul. Os indígenas dizem ser vítimas de constantes ataques por parte de fazendeiros, da polícia e de políticos locais. Eles afirmam que os agressores utilizam armas de fogo, balas de borracha e promovem espancamentos. A demarcação de terras é uma das principais questões que levam ao conflito no campo. Para João Pedro Gonçalves da Costa, presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), é preciso que haja entendimento entre as partes para resolver o conflito. João afirmou que decidiu reativar seis grupos de trabalho que estavam parados para dar continuidade aos estudos e levantamentos pendentes em Mato Grosso do Sul.
Marieta Cazarré, Agência Brasil

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