quinta-feira, 11 de agosto de 2016

BRASIL Eleita no STF, Cármen Lúcia rejeita ser chamada de ‘presidenta’

Foto: Audiência AP
Ministra Cármen Lúcia
Eleita nesta quarta-feira, 10, para presidir o Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dois anos, a ministra Cármen Lúcia deixou claro que quer ser chamada de presidente, não “presidenta” – como a presidente afastada Dilma Rousseff solicitava. A provocação foi feita pelo ministro Ricardo Lewandowski, que deixará o cargo em setembro para dar lugar a Cármen. “Eu fui estudante e sou amante da língua portuguesa e acho que o cargo é de presidente, não é?”, disse Cármen. “É bom esclarecer desde logo”, respondeu Lewandowski. Quando Cármen terminou de falar, o ministro Gilmar Mendes fez uma rápida intervenção para citar o termo “presidenta inocenta”, usado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) na sessão de anteontem que tornou Dilma ré no processo de impeachment. Mineira, Cármen foi indicada ao tribunal em 2006 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra foi advogada e procuradora do Estado de Minas Gerais. Ela será a segunda presidente mulher do Supremo. A primeira a assumir o posto foi a ministra Ellen Gracie, também a primeira mulher a integrar a Corte. A posse da nova presidente do Supremo acontecerá no dia 12 de setembro. A eleição foi rápida e protocolar, já que a Corte tem tradição de escolher o ministro com mais tempo de casa que ainda não presidiu o tribunal. Na mesma votação, os ministros decidiram que Dias Toffoli será o vice-presidente. 

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