quinta-feira, 24 de setembro de 2015

SALVADORXI Congresso Internacional das Misericórdias é iniciado em Salvador

Foto: Mariana Sotero/Política Livre
Presidente da Confederação Internacional das Misericórdias, deputado federal Antônio Brito (PTB)
O Hotel Pestana, em Salvador, recebeu na noite desta quarta-feira (23) a abertura do XI Congresso Internacional das Misericórdias e do 25º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos. Até sexta-feira (25), as entidades filantrópicas de saúde no país discutirão o financiamento e gestão das Santas Casas de Misericórdia.Realizado pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) e pela Confederação Internacional das Misericórdias (CIM), e com o tema central “Imagem, Gestão e Sustentabilidade: os elos entre o passado e o futuro das Misericórdias”,a programação do evento se funde na intenção de evidenciar problemas e soluções viáveis para a saúde dos países participantes.
Estiveram presentes na abertura, o presidente da CIM, deputado federal Antônio Brito (PTB), o presidente da CMB Edson Rogatti, o secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social de Portugal, Agostinho Branquinho, o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), o secretário de Saúde do Estado Fábio Villas-Boas, o Arcebispo de Salvador e primaz do Brasil Dom Murilo Krieger, a deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) e os vereadores da capital baiana Paulo Câmara (PSDB) e Edvaldo Brito (PTB).
O deputado e presidente da CIM, Antônio Brito destacou a importância da relação Brasil – Portugal e afirmou que, com a união das Santas Casas, não há fronteiras entre os dois países. “Com esse resgate, essa fraternidade, conseguimos dar exemplos para outros países. Nesses três anos fizemos essa parceria para demonstrar que as Santas Casas estão globalizadas, mas não há fronteira entre Brasil e Portugal”, disse o parlamentar, que disse afirmou ainda ter pedido ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, por um movimento do governo federal com a atual situação das entidades filantrópicas. “As Santas Casas estão com os pires nas mãos! Pedimos misericórdia um ao outro para pagar a folha, os funcionários… Só o governo federal pode reverter a situação do subfinacimento da saúde!”, declarou.
Agostinho Branquinho, secretário da Segurança Social de Portugal, frisou sobre importância das entidades e afirmou que as mesmas ajudaram Portugal a passar pela crise sem prejudicar o povo. “As misericórdias foram extremamente importantes para que meu país não tivesse que somar a crise financeira a uma crise social”, afirmou. Representando o governador Rui Costa (PT), o secretário Fábio Villas-Boas reconheceu as dificuldades enfrentadas pelas entidades e garantiu que o Estado não está de “braços cruzados”. “Nós temos atuados no sentido de redirecionar os investimentos,que hoje estão alocados nos setores privados, e trazendo para os setores filantrópicos, de modo a garantir o cumprimento dos nossos recursos e privilegiar o setor”, ressaltou Villas-Boas. O prefeito da cidade, ACM Neto classificou como “fundamental” a relação entre o poder público e as relações sociais. “São relações estreitas, de parceiros, de muita cumplicidade. A filosofia é trabalhar com as organizações sociais. O cidadão faz uma distinção clara dos serviços que funcionam”, disse o democrata.

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