‘Não gostaríamos que fosse assim’, diz Daniel Almeida sobre saída de Davidson da Câmara
por Bruno Luiz
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
A decisão do governador Rui Costa de oferecer a Secretaria Estadual de Turismo para o PR pode ter aberto chagas na base de apoio ao petista. O PCdoB não foi entusiasta da entrada de José Alves no comando da pasta, pois a troca levou o ex-secretário Nelson Pelegrino (PT) a retomar o mandato de deputado federal, o que levou Davidson Magalhães (PCdoB), que substituía o petista na Câmara por ser seu suplente, a abdicar da função. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente estadual do PCdoB, Daniel Almeida, não escondeu a insatisfação com o rearranjo. “Não achamos que o governador deveria pensar em negociar um entendimento com o PR. Não gostaríamos que fosse assim e dissemos isso ao governador. Claro que não pretendíamos nenhuma alteração do espaço que tínhamos combinado”, confessou nesta quarta-feira (3). Na avaliação de Almeida, o mandato de Magalhães na Câmara Federal poderia, por exemplo, fortalecê-lo na campanha para prefeito de Itabuna. Com a mudança, o partido terá que recorrer a outras estratégias para impulsionar a candidatura nas terras grapiúnas. Almeida afirmou ter entendido a repactuação como necessária, mas vai buscar retomar o espaço dos comunistas no governo estadual. Ainda segundo o dirigente estadual, o próprio governador assegurou que vai recolocar o PCdoB na administração. “Na última conversa comigo, [Rui] disse que logo após o prazo de convenções eleitorais poderíamos tratar do assunto. Com as convenções encerradas na próxima sexta, espero que possamos conversar na semana que vem”, afirmou. Por enquanto, o partido não deve pleitear uma secretaria específica, algo que, para Almeida, é atribuição de Rui. “O governador tem atribuição de fornecer alternativa. Cabe a ele, que alterou o pacto, fornecer a alternativa”, ponderou. O dirigente comunista também afirma não haver “pressa” para assumir espaço no governo. “Não é questão de pressa, não tínhamos nenhuma razão para alterar essa relação que estava estabelecida com o PCdoB, mas esperamos que a conversa aconteça o mais rápido possível”, declarou. Apesar do inconformismo com as mudanças feitas em nome da coesão da base governista, Daniel afirma entender as razões de Rui e nega “desconfiança” em relação ao petista. “Esse não foi o primeiro caso, outras modificações já aconteceram no governo. Isso faz parte dos procedimentos que cada governa
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