quarta-feira, 26 de outubro de 2016

 Moro aponta ‘recursos financeiros e propriedades vultosas no exterior’ de empresário preso em Cumbica

O juiz federal Sérgio Moro alertou para os ‘recursos financeiros e propriedades vultuosas no exterior’ do empresário Mariano Marcondes Ferraz, suspeito de pagar US$ 800 mil em propina ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, na decisão que mandou prendê-lo. Ferraz, investigado na Operação Lava Jato, foi preso nesta quarta-feira, 26, pela Polícia Federal, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos/Cumbica, quando embarcava para Londres. “Mariano Marcondes Ferraz é executivo do Grupo Trafigura, com sede no exterior. Mantém recursos financeiros e propriedades vultosas no exterior. É residente e domiciliado no exterior”, observou Moro. O empresário havia chegado ao Brasil no domingo, 23. O magistrado anotou que Ferraz ‘vêm periodicamente ao Brasil, provavelmente porque é nacional deste país e igualmente para tratar de negócios do grupo empresarial com a Petrobrás’. “Embora tenha vindo ao Brasil quase que mensalmente, por exemplo durante todo o ano de 2013 e início de 2014, constatado um hiato significativo entre 26 de março de 2014 a 21 de dezembro de 2014, que coincide com o período no qual foi deflagrada a Operação Lava Jato e preso Paulo Roberto Costa. Apenas no ano de 2015, houve uma retomada de viagens com mais frequência.” Para Moro, o hiato é ‘indicativo de que, no longo período, teria evitado vir ao Brasil com receio de sua eventual prisão e responsabilização, já que preso preventivamente em março de 2014 Paulo Roberto Costa que viria a delatar-lhe’.

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