sexta-feira, 14 de agosto de 2015

BRASIL

 Oposição diz que fala de presidente da CUT tenta intimidar manifestantes

Foto: George Gianni/PSDB
Líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP
Partidos de oposição repudiaram nesta sexta-feira, 14, a declaração do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, feita ontem em cerimônia no Palácio do Planalto. Para os oposicionistas, ao falar em “ir para a rua entrincheirados com armas na mão se tentarem derrubar a presidente”, o sindicalista tentou intimidar os manifestantes que prometem ir às ruas contra o governo petista no próximo domingo, 16. “A declaração do presidente da CUT, na sede do governo, num evento oficial, e na presença da presidente Dilma tem um objetivo bastante claro: intimidar as pessoas e tentar diminuir o impacto das manifestações de domingo. Isso é absolutamente inaceitável numa democracia”, afirmou o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP). Em nota, o parlamentar classificou a declaração de “absurda e inaceitável” e criticou a presidente Dilma Rousseff por não agir de forma enfática contra o discurso do presidente da CUT. “A presidente Dilma não o desautorizou. E, não sendo clara o suficiente diante de tamanho disparate, ela tem a obrigação de dizer à Nação que ela, de fato, não é conivente e não concorda com o posicionamento do presidente da CUT”, comentou. Diante da declaração de Freitas, o tucano informou que pretende entrar com representação junto ao Ministério Público Federal. “Eles querem intimidar a grande maioria dos brasileiros que estão indignados e não querem mais esse governo incompetente e marcado pela corrupção.”, concluiu o líder do PSDB. O líder da maior central sindical do País fez um discurso inflamado em defesa dos governos petistas, em especial da presidente Dilma e de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. “Qualquer tentativa de atentado à democracia, à senhora, ou ao presidente Lula, nós seremos um exército”, afirmou.
Estadão Contéudo

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