Doleiro diz que pagou US$ 2 milhões para operador do PMDB
Foto: Divulgação
Doleiro Alberto Youssef
O doleiro Alberto Youssef, personagem central da Operação Lava Jato, declarou à força tarefa do Ministério Público Federal que o lobista Julio Camargo pediu propina que seria destinada ao deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), presidente da Câmara. Em depoimento gravado em vídeo o doleiro afirmou que a propina teve origem em um contrato de locação de sondas para a Petrobrás do qual Camargo participou. Ele disse que o dinheiro foi entregue diretamente ao lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, suposto operador do PMDB na estatal petrolífera e muito próximo ao presidente da Câmara. O deputado Eduardo Cunha tem reiterado que jamais recebeu dinheiro ilícito de negócios de empreiteiras com a Petrobrás. O peemedebista disse que conhece Fernando Baiano, mas que nunca trataram de pagamento de propinas. Cunha afirma que o Ministério Público Federal “selecionou” quem deve ser investigado no âmbito da Operação Lava Jato. Em 6 de março, ao pedir ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito para investigar o presidente da Câmara, o procurador-geral da República Rodrigo Janot ressaltou. “Que Eduardo Cunha, por conta disto, realizou uma representação perante uma comissão na Câmara dos Deputados, e nela pediu informações junto à Petrobrás acerca da Mitsue, Toyo e Julio Camargo; Que requisitou que tais informações fossem prestadas, sendo que na realidade isso foi um subterfúgio para fazer pressão em Julio Camargo a fim de que este voltasse a efetivar os pagamentos a Fernando Soares que, por sua vez, os repassaria ao PMDB.” Leia mais no Estadão.
Julia Affonso, Beatriz Bulla, Ricardo Brandt e Fausto Macedo, Estadão Conteúdo
Nenhum comentário:
Postar um comentário