FARSA I: Empresa do vereador Dílson Magalhães Junior (PEN) foi contratada pelo ex-prefeito de Camaçari, Ademar Delgado para construção do Restaurante Popular em 2016. A Ordem de serviço e fotos do local revelam indícios de irregularidades.
Dos quatro contratos firmados no ano passado entre o ex-prefeito de Camaçari Ademar Delgado e o vereador Dílson Magalhaes Junior, dono da LDR Construtora Ltda/ME, está o de número 63/2016 para a implantação do Restaurante Popular, datado em 23 fevereiro de 2016, ou seja, em pleno ano eleitoral.

O mais agravante conforme foi publicado pelo Camaçari Alerta, na última sexta-feira (6) acerca da possível aliança dos dois correligionários, é que o edil não se afastou do cargo de sócio da empresa para concorrer a vaga no legislativo, conforme orienta a lei a Lei Complementar 64/90, Ar.1º, inciso II, línea i, já que era apoiador eleitoral do gestor municipal e mantinha relação contratual com o poder público.

Além do contrato, outros documentos só fortalecem os indícios de irregularidades. A Ordem de Serviço obtida com exclusividade pelo Camaçari Alerta, no valor de R$ 1.770,329,81 (hum milhão, setecentos e setenta mil, trezentos e vinte e nove reais e oitenta e um centavos) foi assinada em 30 de maio de 2016 e determinava o início de imediato da reforma e adequação de espaço físico, localizado na Rua Castro Alves, n. 50 (antigo Camelódromo), para a implantação do Restaurante Popular em Camaçari, com previsão de entrega de seis meses a partir da data da assinatura, ou seja, em novembro do corrente ano.

A equipe de reportagem do CA visitou o antigo Camaledromo, local que deveria estar funcionando como Restaurante Popular, e as imagens obtidas revelam total abandono da gestão pública, e nenhum vestígio de que ali tenha passado por alguma obra de requalificação.







Vale destacar que o valor total aprovado para a implantação do Restaurante Popular foi de R$ 3.184, 385,86 (três milhões, cento e oitenta e quatro mil, trezentos e oitenta e cinco reais e oitenta e seis centavos) que inclui a reforma, adequação do espaço físico (Camelódromo), bem como a aquisição de instalação e equipamentos. O aporte de recursos era fruto do convênio entre a Prefeitura e o governo federal, através do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
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