Corte de R$ 39 bilhões no gasto federal passa a comprometer serviços públicos
Foto: BLOG DO FLÁVIO
Logo após o anúncio de que já não havia dinheiro para emitir passaportes, a Polícia Rodoviária Federal avisou que reduziria horários de atendimento ao público e até as rondas nas estradas para se adequar à redução no orçamento. De acordo com o jornal Estadão, esses casos não são isolados. Diversos órgãos começam a ter problemas para operar e, inclusive, oferecer serviços à população, devido ao corte de R$ 38,7 bilhões no orçamento federal deste ano.
Segundo a publicação, os cortes já atingem diferentes áreas, como a Receita e Polícia Federal. Outro exemplo são as empresas públicas Serpro e a Dataprev, que atuam no setor de tecnologia da informação e têm clientes entre órgãos do governo. Ambas têm dificuldade de receber de empresas da própria União. Na área de infraestrutura, a Empresa de Pesquisa Energética, responsável pelos projetos do setor elétrico, chegou a precisar pedir doações de equipamentos. Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes tem recursos apenas para não interromper obras básicas. E a Agência Nacional de Transporte Terrestre trabalha com menos de 60% de funcionários necessários.
E o dano se estende: o recém-anunciado programa Avançar, criado no atual governo para fomentar investimentos em obras públicas, pode morrer na largada por falta de recursos. Na área ambiental, o ICMBIO foi uma das instituições mais afetadas: a preocupação é como manter abertos parques nacionais quando em alguns falta dinheiro até para garantir a alimentação dos funcionários.
Foi cortado cerca de 26% das despesas discricionárias. Já o ministério da Justiça ficou sem 43% dos recursos previstos. No Ministério da Educação, o corte foi de 18% e as Universidade federais começam a sentir as dificuldades
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