| Governador diz que não tinha 'santo' entre os presos mortos | |
Questionado se concordava com a afirmação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de que a maior parte dos mortos não tinha ligação com facções criminosas, José Melo disse: "Eu não sei. Não posso fazer nenhum comentário sobre o que o ministro falou. O que eu sei te dizer é que não tinha nenhum santo. Eram estupradores, eram matadores que estavam lá dentro do sistema penitenciário e pessoas ligadas a outra facção, que é minoria aqui no Estado do Amazonas e que foi objeto disso". "Ontem, como uma medida de segurança nós retiramos todos esses ainda que restaram: estupradores, ligados a essa outra facção e os segregamos em outro presídio para evitar que continuasse acontecendo o pior", disse ainda o governador do Amazonas. O governador ainda destacou o problema da superlotação de prisões brasileiras como algo "comum a todos os Estados" e disse que com as penitenciárias superlotadas "é muito difícil fazer uma gestão adequada do ponto de vista administrativo". Segundio o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, o governo estadual tinha a informação da possibilidade de fugas entre o Natal e o ano-novo nos presídios amazonenses e que não pediu auxílio ao governo federal para evitá-las. Apontada como responsável pelo massacre, a facção demiminada Família do Norte (FDN) abriga 98% da população carcerária do Estado, segundo o Serviço de Inteligência da polícia do Amazonas, e é aliada do Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro. Após o massacre, o governo do Amazonas decidiu reativar uma cadeia para transferir e manter em segurança detentos ligados a facção paulista Pimeiro Comando da Capital (PCC), organização rival do CV. Jornal O Estado de São Paulo |
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
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