quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Governador diz que não tinha 'santo' entre os presos mortos

Para José Melo, governador do Amazonas, todos os 56 mortos eram estupradores e matadores
O governador do Estado do Amazonas, José Melo (Pros), disse em entrevista à Rádio CBN nesta quarta-feira (4/1), que "não tinha nenhum santo" entre os 56 mortos durante rebelião segunda-feira (2/1) no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus.

Questionado se concordava com a afirmação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de que a maior parte dos mortos não tinha ligação com facções criminosas, José Melo disse: "Eu não sei. Não posso fazer nenhum comentário sobre o que o ministro falou. O que eu sei te dizer é que não tinha nenhum santo. Eram estupradores, eram matadores que estavam lá dentro do sistema penitenciário e pessoas ligadas a outra facção, que é minoria aqui no Estado do Amazonas e que foi objeto disso".

"Ontem, como uma medida de segurança nós retiramos todos esses ainda que restaram: estupradores, ligados a essa outra facção e os segregamos em outro presídio para evitar que continuasse acontecendo o pior", disse ainda o governador do Amazonas.

O governador ainda destacou o problema da superlotação de prisões brasileiras como algo "comum a todos os Estados" e disse que com as penitenciárias superlotadas "é muito difícil fazer uma gestão adequada do ponto de vista administrativo".

Segundio o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, o governo estadual tinha a informação da possibilidade de fugas entre o Natal e o ano-novo nos presídios amazonenses e que não pediu auxílio ao governo federal para evitá-las. Apontada como responsável pelo massacre, a facção demiminada Família do Norte (FDN) abriga 98% da população carcerária do Estado, segundo o Serviço de Inteligência da polícia do Amazonas, e é aliada do Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.

Após o massacre, o governo do Amazonas decidiu reativar uma cadeia para transferir e manter em segurança detentos ligados a facção paulista Pimeiro Comando da Capital (PCC), organização rival do CV. Jornal O Estado de São Paulo

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