BRASIL Petrobras corta festas e viagens para poupar US$ 12 bi
Foto: Fábio Motta/Estadão
A queda abrupta do preço do petróleo intensificou a crise na Petrobras, que agora estendeu o arrocho financeiro aos empregados. Com o argumento de que o momento é de “esforços”, a direção divulgou comunicado interno, em 26 de agosto, informando que alguns “gastos operacionais gerenciáveis” serão reduzidos ou suspensos. Pelas contas da empresa, serão cortados, até 2019, US$ 12 bilhões (o equivalente a R$ 45 bilhões) com despesas com funcionários, como cursos e viagens. A estatal não explicou como chegou ao valor de US$ 12 bilhões. No comunicado, lista apenas as “principais medidas imediatas” de corte de gastos e orienta os funcionários a buscar mais informações com os superiores. Questionada, a companhia não detalhou as metas e volumes de cortes para cada ação prevista, ou mesmo se medidas adicionais, como corte de funcionários terceirizados, entrariam na conta. A estatal tem cerca de 80,9 mil funcionários próprios e cerca de 200 mil terceirizados. O valor do corte se aproxima da receita estimada com o plano de venda de patrimônio até o ano que vem, de US$ 15,7 bilhões, que está emperrado por causa da crise mundial na indústria do petróleo. A Petrobras nega relação entre os cortes e a dificuldade na venda de ativos. No documento enviado aos funcionários, a Petrobras aponta uma série de medidas a serem tomadas para “otimizar os custos”. A partir de agora, a empresa não vai mais custear confraternizações de funcionários, nem cursos de idioma “na modalidade autodesenvolvimento”. Carros corporativos com motoristas, só para a presidência e a diretoria. E mesmo os veículos geralmente disponíveis aos funcionários apenas poderão ser usados para “necessidades operacionais”. Viagens estão limitadas ao “inadiável”. Quando for impossível evitar, a ordem é pagar pelo transporte de um único funcionário envolvido no projeto que motivou a viagem. Participações em treinamentos fora do Brasil também estão suspensas. A distribuição de brindes foi proibida, assim como gastos injustificados com táxis e horas extras desnecessárias. A qualificação profissional ficou restrita à Universidade Petrobras.
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