A Juventude do PSDB paulista e os movimentos que defendem direitos das minorias ligados ao partido divulgaram neste sábado (09) uma nota pedindo que o partido reveja a indicação do deputado Coronel Telhada para integrar a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). O PSDB tem direito a três vagas no colegiado. O texto também foi assinado pelos movimentos negro (Tucanafro), gay (Diversidade Tucana) e o PSDB Esquerda para Valer. “A Juventude Estadual do PSDB, o Tucanafro, a Diversidade Tucana e o PSDB Esquerda para Valer, conjuntamente, através dessa nota, solicitam que a bancada dos deputados do PSDB reveja a indicação do Coronel Telhada para a Comissão de Direitos Humanos em respeito ao compromisso histórico do partido com o tema”, diz o texto. O presidente do Diversidade Tucana estadual, Wagner Tronolone, afirmou que Telhada já fez declarações consideradas de cunho homofóbico pelo próprio PSDB e disse que a sigla tinha nomes melhores para indicar para a comissão. “Tem declarações dele que o próprio partido considerou homofóbica. Isso vai contra o programa do PSDB”, disse Tronolone. “A gente acha que tem opções melhores, menos polêmicas, menos complicadas (que podem ser indicadas para a comissão). As opiniões do Telhada não são opiniões compartilhadas pelo PSDB, nem refletem as bandeiras do partido, principalmente a ligada aos direitos humanos”. Paulo Mathias, presidente da Juventude do PSDB paulista, disse que outros deputados poderiam contribuir na Comissão de Direitos Humanos “de maneira mais significativa”. Segundo ele, Telhada poderia ser mais proveitoso em outra área. A escolha de Telhada também contrariou parte dos parlamentares tucanos. Por ora, porém, a liderança do PSDB diz que vai manter o ex-PM na comissão.
Ricardo Chapola, Agência Estado
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