BRASIL Janot agiu comigo sim com espírito pessoal, diz Eduardo Cunha
Foto: Reprodução/TV Globo
Ao comentar o depoimento do doleiro Alberto Youssef à CPI da Petrobras nesta manhã, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou à carga contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Mais cedo, Janot disse que a PGR está conduzindo as investigações da Operação Lava Jato de maneira impessoal. O peemedebista acusou o procurador-geral de criar “constrangimento” para o Supremo Tribunal Federal (STF) para não julgar seu agravo regimental contra o inquérito. “Ele (Janot) agiu comigo sim com espírito pessoal. Ele escolheu a mim para investigar”, insistiu Cunha. O presidente da Câmara disse que o doleiro apenas repetiu o que já havia dito à Justiça Federal. Youssef contou aos membros da CPI da Petrobras que participou de uma operação de pagamento de propina envolvendo o suposto operador do PMDB Fernando Soares, o Fernando Baiano, o delator Júlio Camargo e Cunha. O peemedebista ressalta que o doleiro assume que ouviu a informação de terceiros e que Júlio Camargo não confirmou o relato de Youssef. Em sua avaliação, o depoimento de Youssef foi até favorável porque ele teria dito que Cunha não seria o destinatário do pagamento de suposta propina feita por um policial. ”Diferentemente dos outros que têm abertura de inquérito, o meu caso é o único que o procurador pegou uma pessoa falando, não tem a confirmação do outro e pediu a abertura de inquérito. Quando ele (Janot) fala que é impessoal, ele só foi impessoal com os outros, comigo ele foi pessoal”, reclama o peemedebista, que voltou a questionar o arquivamento do inquérito contra o senador Delcídio Amaral (PT-MS). Cunha também acusou Janot de violar o mandato parlamentar da ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), hoje prefeita de Rio Bonito (RJ). O presidente da Câmara citou um dos parágrafos do artigo 53 da Constituição, que permite aos deputados e senadores a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas no exercício do mandato. “Isso é uma invasão da prerrogativa do mandato dela, porque tem todo o direito e não é obrigado a declarar as fontes igual a vocês da imprensa”, disse. Solange seria autora do requerimento que pedia explicações a uma das empresas envolvidas na Operação Lava Jato. Segundo Youssef, o requerimento serviu para pressionar o Grupo Mitsui a pagar propina ao PMDB.
Agência Estado
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