BRASIL Barganha com parlamentares deve crescer em votações
Foto: Divulgação
A MP foi aprovada na quarta-feira passada
A aprovação por margem apertada na Câmara dos Deputados da Medida Provisória 665 indica que a gestão da presidente Dilma Rousseff irá fazer negociações pontuais dos projetos do ajuste, o que amplia o risco de derrota e aumenta o balcão da barganha com deputados e senadores. A MP, que restringe o acesso a benefícios trabalhistas e integra o ajuste fiscal da petista, foi aprovada na quarta-feira passada. “Cada votação será uma votação. Não dá para formar um tamanho de base fixo. Há situações que mexem com determinados setores e dificultam os votos. Mas a nossa base, ela se aproxima da soma dos deputados dos partidos da base com uma margem de erro de 10% a 15%”, disse o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, integrante do núcleo mais próximo da presidente e um dos articuladores do Planalto com o Congresso. Fiel da balança por representar a maior bancada da Câmara, o PMDB é aliado de ocasião e já comandou derrotas do governo neste ano. Na votação da MP 665, só fechou apoio depois de constranger o PT, que se viu obrigado a defender publicamente medidas que restringem direitos trabalhistas. Para o líder peemedebista na Casa, Leonardo Picciani, o governo continuará tendo dificuldades nas próximas votações. “Não há uma base folgada. O governo tem que, em cada votação, construir maioria, caso a caso.”
Daniel Carvalho e Erich Decat, Agência Estado
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