quinta-feira, 2 de abril de 2015

BRASIL

Em entrevista, Dilma diz que confia na recuperação da Petrobras

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse acreditar que a Petrobras voltará a receber maior volume de capitais, após superar o “processo de descoberta da corrupção”. Em entrevista à agência norte-americana de notícias Bloomberg, ela disse também que o “grande corte” a ser promovido pelo governo se dará fundamentalmente na máquina pública e prometeu fazer tudo para atingir o superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB – soma das riquezas produzidas no país). Superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Na entrevista, concedida terça-feira (31), Dilma admitiu que ainda haverá dificuldades, mas reafirmou a solidez dos fundamentos macroeconômicos do país. “Não é só uma questão de crença, é de ação política. Nós sabíamos que os resultados de janeiro e fevereiro não seriam bons. Eu acho que inclusive o mercado já esperava um pouco isso. Acreditamos que ainda vamos ter um período de dificuldades, mas o Brasil tem uma situação de solidez bastante grande, nos seus fundamentos macroeconômicos.” De acordo com a presidenta, depois que tiver novamente acesso ao mercado de capitais, a Petrobras poderá receber os investimentos de que precisa, já que tem uma “imensa capacidade”. “A Petrobras, inclusive, em alguns momentos, era empresa para a qual todo mundo queria emprestar. A Petrobras vai distribuir dividendos. Ela, neste processo de agora, de descoberta da corrupção, tem condições de passar por isso e superar”. Dilma ressaltou que as “medidas drásticas” que a estatal terá de tomar foram também adotadas internacionalmente por outras empresas que enfrentaram situações similares. Segundo ela, a Petrobras terá, então, “uma gestão muito melhor”, “melhores práticas” e “capacidade de se alavancar novamente”. A presidenta disse que não viu “sequer um sinal” dos atos de corrupção que ocorriam entre funcionários da empresa e de empreiteiras e políticos, e que os indícios foram descobertos por uma investigação da Polícia Federal e do Ministério Público. Quanto às construtoras citadas nas investigações como participantes de cartel e desvio de recursos públicos, Dilma afirmou que não são todas as empreiteiras brasileiras que estão envolvidas. “Algumas vão ter de fazer acordo de leniência. Agora, eu não acho que isso impeça o investimento.” Leia mais na Agência Brasil.
Agência Brasil

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