quinta-feira, 2 de abril de 2015

BRASIL 

Azul diz que pode cortar destinos, mas nega demissões

Foto: Reprodução
A Azul afirmou, na quarta-feira, 1, que pode parar de voar para alguns municípios caso o plano de aviação regional não seja aprovado pelo governo federal. A aérea negou, no entanto, a informação divulgada na imprensa de que estaria preparando um plano de demissões em massa, que prevê o desligamento de até 700 funcionários. Segundo essas mesmas informações, a empresa já teria cortado voos em 11 cidades e poderia sair de outros 12 destinos. “Sobre as informações publicadas na imprensa a respeito de uma possível demissão de 700 pessoas, a Azul afirma que isso não procede. Ações como essa não fazem parte da cultura da empresa e nem de seu fundador, David Neeleman, que ao longo de sua trajetória esteve à frente de outras três aéreas e nunca realizou demissões do tipo”, disse a Azul, em nota. Hoje, a Azul voa para cerca de 100 destinos nacionais, a maior cobertura pelas demais empresas aéreas brasileiras. A empresa afirmou que a manutenção dos serviços em algumas cidades depende da aprovação do plano de aviação regional pelo governo. “Caso não ocorra, a companhia não descarta a saída de alguns mercados”, disse. O plano autoriza o pagamento de subsídio pela União a rotas regionais, mas ainda depende da regulamentação pela Secretaria de Aviação Civil (SAC). Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em novembro de 2014, o presidente da Azul, Antonoaldo Neves, disse que a empresa poderia cancelar voos para 20 cidades no interior do Brasil e suspender a compra de aviões da Embraer se o plano de aviação regional originalmente proposto pelo governo não fosse adiante. “As duas primeiras serão São José dos Campos e Araraquara. Perdemos R$ 5 milhões nesses destinos só este ano (2014)”, disse na ocasião.
Marina Gazzoni, Agência Estado

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