O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, admitiu ter subestimado o grupo radical islâmico Boko Haram, que há seis anos pratica ataques sobretudo no Nordeste do país. "Provavelmente, no início [da insurreição do grupo] nós - quero dizer, a minha equipe e eu - subestimamos a capacidade do Boko Haram", declarou Jonathan em entrevista ao diário This Day.
"Muitos responsáveis pela segurança fizeram declarações" minimizando o Boko Haram, "isso mostra que subestimaram a sua capacidade", acrescentou o presidente, candidato nas eleições de 28 de março, que ocorrem juntamente com as eleições legislativas.
A insurreição do Boko Haram deixou, desde 2009, mais de 13 mil mortos e 1,5 milhão de deslocados na Nigéria, especialmente no Nordeste, onde o grupo nasceu e controla várias localidades.
O líder dos radicais, Abubakar Shekau, prometeu, em vídeo divulgado recentemente, levar ao fracasso o processo eleitoral.
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