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domingo, 20 de novembro de 2016

Usuários reclamam da internet gratuita nos ônibus de Salvador: “Não conecta”

Impossibilidade de acesso, lentidão no tráfego e até necessidade de implantação do sistema de Wi Fi nos coletivos da capital baiana são questionadas por passageiros


(Foto: Ilustrativa)
(Foto: Ilustrativa)

Em Salvador tentar encontrar uma rede de Wi-Fi aberta é uma prática mais comum e antiga do que caçar Pokémons. No entanto, capturar os monstrinhos virtuais pelo aplicativo de celular tem sido mais fácil do que conseguir se conectar a uma rede gratuita de internet móvel, mesmo que esta seja de uso público.
Caso das redes de parte da frota de ônibus da capital baiana, alvo de reclamação dos usuários. “Eu não uso porque não conecta. Fica nesse negócio de reconhecendo IP e não sai daí. Como tenho meu plano nem tento mais”, critica Jorge Pires. 
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Com uma frota superior a 2,6 mil, cerca de 10% desses coletivos são equipados com modens que liberam conexões para os passageiros, segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, que dá a fórmula: “para ter acesso, basta o usuário realizar seu cadastro com nome e CPF no aplicativo”.
“Você pega o ‘buzu’ lotado, no meio do congestionamento, tenta avisar à esposa que vai chegar tarde e não tem crédito no celular. Tenta conectar e não consegue pelo Wi-Fi. Aí o problema em casa. Quase nunca pego um carro que tenha [internet grátis] e quando pego, não consigo acesso”, afirma Antônio Carlos Silveira.
A Semob ainda ressalta que 200 equipamentos foram instalados nos veículos de transporte convencional em circulação desde maio deste ano. Dados que apesar de serem animadores para um início de operação, ainda não caíram no gosto popular.
“Acho sem necessidade e até perigoso porque chama atenção do ladrão. Com o tanto de assalto que têm nos ônibus, tirar o celular do bolso já é um perigo”, opina Edneuza Lima. “Um ar-condicionado cairia melhor porque do Caminho das Árvores até Pirajá é muito chão”, diz a diarista sobre o calor no ônibus durante percurso do trabalho para casa.
Mesmo assim, há quem defenda a funcionalidade do sistema. “Eu não sei do que esse pessoal está reclamando. O negócio está aí ligado, funcionando. No meu celular funciona. Eu é que não posso ficar conectado, porque estou trabalhando”, defende um rodoviário que prefere manter sua identidade em sigilo.
“Eu conecto de boa. Já entra no automático. Não sinto dificuldade”, argumenta Marcio Silva, mas reconhece que não é uma regra. “O problema é a velocidade. Nem sempre agrada. Mais de uma vez estava lenta demais para fazer qualquer coisa”, lamenta o universitário.

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