| Uma doença sem nome, já chamada de 'misteriosa' deixou de ser caso restrito dos prontos socorros locais |
Médico diz à paciente que atende por dia aproximadamente 15 pessoas com os mesmos sintomas
Nesta terça-feira (24), uma notícia veiculada pelo jornal A Tarde, surpreendeu e alertou grande parte da população camaçariense. Uma doença sem nome, já chamada de “misteriosa” deixou de ser caso restrito dos prontos socorros locais. Na tentativa de esclarecer ainda mais o caso, nossa repórter conversou com vítimas da doença.
| Jônatas Sales |
O bancário Jônatas Sales, 26 anos, contou que foi acometido da doença na segunda-feira da semana anterior (16) e os sintomas não são diferentes: febre alta, dor muscular e manchas na pele. “No segundo dia (terça) quando as manchas começaram a aparecer e coçar muito (como uma queimadura de água viva) eu procurei o médico. Apesar dele ter feito exame de sangue, nada foi constatado. O doutor me passou um antialérgico que me fez melhorar, mas logo voltou tudo novamente. Tive que voltar lá novamente para ele receitar uma dose mais forte e agora graças a Deus estou bem”, conta o bancário.
Sales que é morador do bairro do Gleba A, disse ainda que no mesmo período um vizinho também sofria com a doença. Por enquanto, apenas Sales ficou enfermo em sua casa, contudo, pouco tempo depois, sua noiva apresentou os mesmo sintomas. “Ela também foi ao médico e nada. O próprio doutor falou que por dia ele atende aproximadamente 15 pessoas com o mesmo estado clínico. Eles suspeitavam de Sarampo, Dengue, Chikungunya, mas os exames deram negativos”, relata.
Sales que é morador do bairro do Gleba A, disse ainda que no mesmo período um vizinho também sofria com a doença. Por enquanto, apenas Sales ficou enfermo em sua casa, contudo, pouco tempo depois, sua noiva apresentou os mesmo sintomas. “Ela também foi ao médico e nada. O próprio doutor falou que por dia ele atende aproximadamente 15 pessoas com o mesmo estado clínico. Eles suspeitavam de Sarampo, Dengue, Chikungunya, mas os exames deram negativos”, relata.
| Ana Paula Veloso |
A universitária, Ana Paula Veloso, 25 anos, moradora de Camaçari de Dentro é outra vítima da doença. Com os mesmos sintomas apresentados por Sales, ela declarou que mais amigos contraíram a doença e sua mãe apresentou um dos sintomas iniciais. Depois de procurar a rede hospitalar do município, tanto pública quanto privada, e nada ser constatado, além de reação alérgica ou virose ser diagnosticada, a estudante usou a rede social Facebook para mostrar sua indignação. “Eu me senti impotente. Busquei ajuda e não obtive uma resposta. Não tive um diagnóstico preciso. Voltei pra casa com mais dúvidas e mais assustada”, descreve Veloso.
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Mural de Recados
Outra vítima entrou em contato com o Camaçari Fatos e Fotos (CFF), através do Mural de Recados. Em desabafo descreveu: “Venho falar da minha indignação com o atendimento e descaso, com o qual estamos sendo tratados na UPA da Bomba. Várias pessoas estão procurando a unidade para ser atendida devido aos mesmos sintomas. Sem resultado, procurei uma clínica particular e para minha surpresa fui diagnosticada com dengue do tipo A. É um absurdo! Acho que deveria ser feita uma vistoria nas UPAS ou UBS, para verificar qual o objetivo de não se realizar exames. Estamos a cada dia mais abismados com esse tipo de atitude”, conclui.
Primeiros Casos
Segundo o diretor da Vigilância Epidemiológica, Celso Joélio, na entrevista concedida ao A Tarde, os 18 primeiros casos foram registrados no dia 10 de fevereiro nos bairros Gravatá, Cristo Redentor, Alto da Cruz e Parque das Mangabas. Metade deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Gravatá e os outros no Hospital Geral de Camaçari.
Ainda não se sabe a forma de transmissão, se é feita pelo Ar ou através da água. O CFF procurou o Secretário de Saúde para se pronunciar a respeito, porém não obteve retorno até o momento desta publicação.
Em nota divulgada em instantes, a prefeitura afirmou estar reunindo "todos os esforços" para identificar a doença. "A Secretaria da Saúde (Sesau), através da Vigilância Epidemiológica, está atenta e investigando a causa da doença que tem evolução benigna e não resulta em nenhum outro problema à saúde", diz.
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