Os 35 partidos políticos aptos a participar das eleições se aglutinam, na Bahia, em dois grandes grupos. Os que apoiam o governador Rui Costa (PT) e os que se alinham na oposição à principal liderança política deste aglomerado, o prefeito de Salvador e candidato à reeleição, ACM Neto (DEM).
Para eleição de domingo (2) são diversas as candidaturas em cada cidade, contudo, na conta feita pelos articuladores políticos de Rui e de Neto, a tabulação é feita em dois campos: governo e oposição. Sendo que estão em disputa 10.570.085 votos. Salvador é o maior colégio eleitoral tendo 1.948.154. Na outra ponta está Lajedinho, na Chapada Diamantina, com 3.254 eleitores.
Em conversas com articuladores políticos de ambos os lados, a reportagem do Bocão News, chegou a um panorama. Mais que um exercício de futurologia, as tendências são apontadas a partir de levantamentos internos que não foram divulgados e pesquisas já publicadas.
Os 30 municípios que formam os maiores colégios eleitorais concentram 4.754.370 votos. Representam, portanto, 45% do eleitorado baiano. O número é insuficiente para vencer uma eleição para governo. O exercício também não é exato pelo fato de que nestas cidades os percentuais de votos serão divididos entre os prefeituráveis, mas para efeito de análise é comum se estabelecer como parâmetro a quantidade de votos administrados.
Isso quer dizer que a cidade onde o candidato vencer terá, para efeito de análise, todos os votos conglomerados para aquele agrupamento político.
Na estimativa feita pela reportagem, o “time de Neto” lidera as pesquisas com folga em seis cidades das 30. Entretanto, estando entre elas Salvador e Feira de Santana, os dois maiores colégios eleitorais, o número de votos chega a 2.689.032. Representando 25,4% dos votos totais da Bahia.
Já o grupo de Rui Costa está à frente em 12 cidades, mas a soma de votos destas cidades resulta em 907.435. O que representa 8,58% dos votos do estado.
Outros 1.157.903 votos estão distribuídos em 12 municípios. Os 24% dos sufrágios da Bahia serão disputados por candidatos dos dois campos políticos e a reta final da campanha será decisiva.
30 maiores colégios eleitorais da Bahia
Entre os partidos da base de Neto, o próprio DEM tem consolidado o cenário em duas cidades – Salvador e Feira -, mas disputa com o cabeça da chapa em 15 municípios. O PMDB lidera as pesquisas com uma frente consolidada em três cidades. Os peemedebistas disputam 11 das 30 cidades. O PSDB com dez candidaturas pode sair com duas prefeituras deste grupo.
Do outro lado, no campo governista, o PT com 12 candidatos, é o partido do arco de alianças de Rui Costa com o maior número de cabeça de chapa. Entretanto, apenas em quatro os prefeituráveis petistas estão com a “vida fácil”.
O PSB, liderado no estado pela senadora Lídice da Mata, tem dez candidatos nestes municípios. Sendo a cidade Casa Nova a que tem a maior probabilidade de eleger um socialista. Isso com o apoio de Dagmar Nogueira do DEM que teve a candidatura indeferida e está apoiando Wilker do Posto (PSB).
O PSD, presidido pelo senador Otto Alencar, tem nove cabeças de chapa que lideram as pesquisas com folga em cinco cidades.
Embora os dados sirvam para o mapeamento político partidário quando o assunto é eleição majoritária para governo, o que acontecerá em 2018, é difícil estabelecer relação direta entre o voto dado ao prefeito e o que será dado para o governador. Até porque em dois não serão poucos os casos de mudança partidária, mudança de partido de agrupamento político e desenho eleitoral, mas, para esta eleição é o que está valendo.
Abaixo a relação entre o partido que tem a cabeça da chapa e o partido que emplacou o vice.